terça-feira, 5 de novembro de 2013

Afinal, qual é o lado negativo das UPPs?


Esta é uma pergunta bastante indagada pelos brasileiros que não vivem nas comunidades em que há Unidades de Polícia Pacificadora.

O lado negativo se dá, em primeiro lugar, por precisar delas. Também, elas não são realmente um projeto de Segurança Pública e sim um instrumento para maquiar a situação precária da cidade para futuros megaeventos (como as Olimpíadas e a Copa). Existem mais de mil favelas no Rio e as UPPs não chegam a 13 delas.
 
Há relatos de moradores que tiveram suas casas invadidas por políciais militares, o que nem a polícia, nem nenhum outro servidor público tem o direito de fazer. Segundo a Constituição Federal de 1988, a residência só pode ser "invadida" sem o consentimento do morador em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.

Se a pessoa portar um mandado judicial, ela tem obrigação de apresentar a documentação antes de ingressar na sua residência e, no mandado, deverá estar especificado o nome do Juiz responsável, vara/comarca, o seu endereço de forma individualizada (a doutrina não aceita mandados "coletivos" para todas as residências de uma região, é obrigatório que seja emitida um mandado para cada domicílio) e, finalmente, o que é permitido ao agente da autoridade policial/judicial fazer (buscas, prisões, etc).

Vale ressaltar que após a ocupação das comunidades, os traficantes fogem e buscam abrigo em outras facções, o que acarreta mais problemas à segurança da cidade. Há diversas denúncias de moradores que relatam atos de cooperação entre policiais e chefes do tráfico e abuso de poder.




Menina de 9 anos foi estuprada e esganada na Rocinha, diz laudo


Segue abaixo, uma notícia retirada do site G1.



30/09/2013 13h43 - Atualizado em 30/09/2013 17h59

Menina de 9 anos foi estuprada e esganada na Rocinha, diz laudo

Polícia já está analisando imagens das câmeras de segurança da favela.
Rebeca Miranda de Carvalho, de 9 anos, foi enterrada nesta segunda.

  Janaína Carvalho e Kathia Mello Do G1 Rio

 

 

Mãe de Rebeca Miranda de Carvalho é amparada por familiares e amigos. (Foto: Erbs Jr./Frame/Estadão Conteúdo)

A menina Rebeca Carvalho, de 9 anos, foi vítima de abuso sexual de acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML). Segundo a Divisão de Homicídios, o exame de necropsia constatou que a causa da morte foi esganadura. A menor foi encontrada morta na madrugada deste domingo (29) em um beco da Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, com as roupas íntimas abaixadas. 

  

Segundo a Divisão de Homicídios (DH), as imagens das câmeras de segurança da Rocinha já estão sendo analisadas para ajudar a identificar qualquer movimentação suspeita na favela na noite do crime. Rebeca estava em uma festa perto de casa quando desapareceu. De acordo com a polícia, até o meio-dia desta segunda-feira (30), sete pessoas já tinham sido ouvidas.

A Polícia Civil esteve na Rocinha, no início da tarde desta segunda-feira (30), fazendo novas diligências para tentar encontrar outras provas que identifiquem o autor do crime. O delegado assistente da Divisao de Homicídios, Henrique Damasceno, responsável pela apuraçao do crime, disse que a polícia está trabalhando com cautela.
"É um crime gravíssimo e todos os esforços estão voltados para esse crime brutal contra uma criança", disse Damasceno, que pediu ajuda à população para  identificar os suspeitos. "A gente conta com recursos como Disque-Denúncia que é eficaz para ajudar na elucidação. Todas as informações são importantes nessa primeira fase da investigação".

Depoimento
A dona de casa, Antônia Gomes Pontes, 37 anos, esteve na tarde desta segunda-feira na Delegacia de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, Zona Oeste, para prestar depoimento.
Ela é vizinha da menina e estava na festa onde a criança foi vista pela última vez com vida. "Ela foi entregar um pedaço de bolo para a mãe que estava em uma birosca. No meio tem um beco escuro e ela não voltou mais”, disse.
Segundo Antônia, o irmão de Rebeca foi até a casa dela por volta de meia-noite dizendo que a menina havia sumido. “Eu fiquei procurando até 2h, mas não achamos."
Antônia contou que a comunidade está com medo. "Estou sem palavras. Poderia ser minha filha também ou a filha de qualquer um."

Como foi o crime
No domingo, uma criança de 7 anos que estava no local e teria visto um homem puxando Rebeca. Segundo a polícia, novas testemunhas podem ser ouvidas ainda nesta segunda, inclusive outras crianças que estavam com a menina em uma festa na localidade conhecida como Cachoupa. A mãe da menina também será chamada para prestar novo depoimento, já que estava muito abalada no dia do crime.
"Depoimento de menor tem que ser visto com uma certa cautela. Ele foi ouvido com psicólogos e estamos avaliando todas as informações que chegam à polícia. Também estamos em busca de novas testemunhas", disse o chefe de operações da Divisão de Homicídios, Rafael Rangel.
Rebeca foi encontrada morta em um barranco, a 50 metros da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Os moradores dizem que os policiais da UPP não fazem mais patrulhamento nos becos da favela desde o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo, há pouco mais de dois meses. Segundo a polícia, o caso do pedreiro deve ser concluído nos próximos dias, mas o governador Sérgio Cabral nega que a tropa tenha recebido orientação para não policiar os becos.

A vizinha que encontrou o corpo de Rebeca disse que ela estava coberta com telhas e que reconheceu o chinelo que a menina estava usando.

Emoção durante enterro
Familiares e amigos se despediram de Rebeca Miranda de Carvalho, de 9 anos, durante funeral no Cemitério São João Batista em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Segundo a Divisão de Homicídios (DH), as imagens das câmeras de segurança da Rocinha já estão sendo analisadas para ajudar a identificar qualquer movimentação suspeita na favela na noite do crime. Rebeca estava em uma festa perto de casa quando desapareceu. De acordo com a polícia, até o meio-dia desta segunda-feira (30), sete pessoas já tinham sido ouvidas.
A Polícia Civil esteve na Rocinha, no início da tarde desta segunda-feira (30), fazendo novas diligências para tentar encontrar outras provas que identifiquem o autor do crime. O delegado assistente da Divisao de Homicídios, Henrique Damasceno, responsável pela apuraçao do crime, disse que a polícia está trabalhando com cautela.
"É um crime gravíssimo e todos os esforços estão voltados para esse crime brutal contra uma criança", disse Damasceno, que pediu ajuda à população para  identificar os suspeitos. "A gente conta com recursos como Disque-Denúncia que é eficaz para ajudar na elucidação. Todas as informações são importantes nessa primeira fase da investigação".

Depoimento
A dona de casa, Antônia Gomes Pontes, 37 anos, esteve na tarde desta segunda-feira na Delegacia de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, Zona Oeste, para prestar depoimento.
Ela é vizinha da menina e estava na festa onde a criança foi vista pela última vez com vida. "Ela foi entregar um pedaço de bolo para a mãe que estava em uma birosca. No meio tem um beco escuro e ela não voltou mais”, disse.
Segundo Antônia, o irmão de Rebeca foi até a casa dela por volta de meia-noite dizendo que a menina havia sumido. “Eu fiquei procurando até 2h, mas não achamos."
Antônia contou que a comunidade está com medo. "Estou sem palavras. Poderia ser minha filha também ou a filha de qualquer um."

Como foi o crime
No domingo, uma criança de 7 anos que estava no local e teria visto um homem puxando Rebeca. Segundo a polícia, novas testemunhas podem ser ouvidas ainda nesta segunda, inclusive outras crianças que estavam com a menina em uma festa na localidade conhecida como Cachoupa. A mãe da menina também será chamada para prestar novo depoimento, já que estava muito abalada no dia do crime.
"Depoimento de menor tem que ser visto com uma certa cautela. Ele foi ouvido com psicólogos e estamos avaliando todas as informações que chegam à polícia. Também estamos em busca de novas testemunhas", disse o chefe de operações da Divisão de Homicídios, Rafael Rangel.
Rebeca foi encontrada morta em um barranco, a 50 metros da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Os moradores dizem que os policiais da UPP não fazem mais patrulhamento nos becos da favela desde o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo, há pouco mais de dois meses. Segundo a polícia, o caso do pedreiro deve ser concluído nos próximos dias, mas o governador Sérgio Cabral nega que a tropa tenha recebido orientação para não policiar os becos.

A vizinha que encontrou o corpo de Rebeca disse que ela estava coberta com telhas e que reconheceu o chinelo que a menina estava usando.
Emoção durante enterro
Familiares e amigos se despediram de Rebeca Miranda de Carvalho, de 9 anos, durante funeral no Cemitério São João Batista em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro.